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Burons  

A espada é mais que uma arma, ela é a alma de um guerreiro.”

Mestre Salnir


Introdução


Eles são ícones heróis de uma era passada. Guerreiros tão espetaculares que muitos consideram lendas, histórias fantasiosas de um período há muito esquecido.

Mas eles foram guerreiros poderosos e que através de uma disciplina e treinamento árduo condicionaram corpo e mente, sendo capazes de fazer coisas além do limite do imaginário, sendo considerados por muitos como magos, por outros como semideuses.

Os Burons foram durante muitos séculos sinônimos de justiça e serenidade na paz e temíveis e ferozes na guerra.

Historia


A história desta escola de guerreiros começa ainda durante o segundo ciclo, quando o antigo continente de Arcumes existia e grandes perigos e belezas o habitavam.

A ideia de fundar a escola partiu do grande mestre de armas Reptantes conhecido como Salnir. Lendário na técnica do manejo das duas espadas, ele percebeu a necessidade de centralizar esforços para formar novos guerreiros para combater o mal que caia sobre os indefesos.

Foi durante o ataque a cidade de Burons, na antiga província da Floresta de Benuriel, por saqueadores no final da primavera.

O combate perdurou por três dias e por fim uma grande parte do bando havia sido morta e o restante fugiu para as montanhas e nunca mais retornou. Os moradores, simples camponeses, em agradecimento por protegerem suas vidas e suas colheitas, ofereceram aos guerreiros terras próximas e se comprometeram em ajudar a construir suas casas.

Mestre Salnir já estava cansado das estradas e há algum tempo pensava em se estabelecer para construir uma escola de armas. Mas diferente de outras que já existiam, Mestre Salnir desejava ensinar uma filosofia de vida e ética, algo tão incomum para sua época.

A doutrina baseada no respeito aos mais velhos, a paciência, a meditação e o perfeccionismo, os fundamentos deste estilo de vida nortearam as ações dos guerreiros que viriam a se tornar lendas em seu tempo.

Após convencer seus colegas de armas a ficar e se tornarem professores, os camponeses ajudaram a erguer seis grandes templos no topo das montanhas ao redor da cidade e que seriam os primórdios das grandes escolas de armas dos Burons.

Dentre aqueles que participaram da luta foram o mestre Rhorir, senhor da lança; o mestre Paleri; mestre do arco; o mestre Rarri, senhor dos alabartes; o mestre Tirino, mestre dos bastões e a mestre Feri, senhora das lutas desarmadas.

Com o passar dos anos as escolas tornaram-se referencias em toda Arcumes e sendo centro de peregrinação de guerreiros que desejavam aprimorar suas técnicas ou testar suas habilidades.

Seus ensinamentos não se concentravam simplesmente no manejo de uma arma ou no aperfeiçoamento de uma técnica de combate, mas influencias a mentalidade daqueles de forma a formar grandes indivíduos para trilhar e manter o caminho da justiça e da paz.

Ao longo dos anos seguintes, mestres e alunos enfrentaram diversas provas até que conseguiram o respeito de outras academias de armas e do povo. Por fim passaram a ser aceito entre os lordes e barões como conselheiros e mestres da nova filosofia de vida.

Foi durante o período mais sangrento da história de Arcumes, o período conhecido como Os Lordes da Guerra, que o poder dos Burons se fizeram mais presentes, pois nem mesmo no período As Grandes Conquistas, as batalhas haviam sido tão violentas.

Com a criação dos Cavaleiros Titãs, lordes sanguinários impuseram o terror as cidades que não se rendiam aos seus desejos, massacrando indiscriminadamente a todos. O sangue de inocentes manchou a honra de cavaleiros e a guerra passou a se tornar uma ação de extermínio.

A Batalha de Anúrias foi o divisor de águas no conflito e responsável pela imortalização dos feitos dos Burons. A história registra que então invencível Lorde Vaarnas descia a Colina do Amanhecer com seu imenso exército formado por 30 mil soldados e 15 Cavaleiros Titãs foi barrado por um grupo de cento e dezenove guerreiros burons.

A cidade de Anúrias, apesar de ser uma rica cidade comercial, havia durante doze anos se mantendo neutra ao conflito, defendendo seus aliados comerciais e mantendo a região em relativa paz. Lorde Vaarnas, um dos lordes vencedores havia alcançado grandiosas vitórias e com isso recebendo a alcunha de invencível.

Temendo que outras cidades buscassem a neutralidade, Lorde Vaarnas iniciou uma campanha de desgaste, para sucumbir a cidade de Anúrias e que por 2 anos minou gradativamente as defesas da cidade.

Foi quando precipitadamente avançou com sua tropa sobre a cidade acreditando poder esmagar as últimas defesas da cidade. Porém não contava que os guerreiros Burons assumissem a defesa da cidade.

Durante os anos de conflito, os Burons assumiram uma postura passiva, acreditando que os Lordes Guerreiros recobrassem a razão e vissem o quanto danoso era a guerra. Quando a guerra assumiu a posição de genocídio, os Burons passaram a defender todas as cidades que permanecem neutras ao conflito.

Foi então que a cidade de Anúrias despachou seus mensageiros para os Burons em busca de auxílio. Os dezenove guerreiros encarregados de proteger a cidade tiveram o reforço de mais cem que chegaram dois dias antes do confronto, ficando aquartelados dentro da cidade e ajudando na fortificação das defesas.

Na manhã fatídica, o exército de Lorde Vaarnas desceu confiante a colina esperando não encontra mais que duas dezenas de guerreiros Burons e uma cidade fragilizada.

O que viram no entanto foram muralhas reparadas e bandeiras erguidas e balançando ao vento. Eles não enfrentariam crianças desesperadas, mas guerreiros determinados.

As forças invasoras avançaram rapidamente pelo campo de batalha a espera de um grande confronto e caíram na armadilha preparada pelos Burons dias antes. Eles haviam ordenado que o campo de batalha a frente da cidade fosse cavadas pequenas canaletas, preenchida de pixe e então escondida do exército inimigo.

Quando as tropas inimigas estavam no campo de batalha, flechas incendiárias burons voaram pelo céu e caíram precisamente em pontos chaves que incendiaram o campo de batalha, dividindo as tropas e levando o caos ao inimigo.

Foi então que o portão da cidade se abriu e os Burons lançaram-se sobre o inimigo.

O fogo feriu e matou centenas, outros tantos foram feridos por companheiros que foram pisoteados no desespero, mas foram as armas burons que causaram maior dano. Já nos primeiros minutos de batalha 3600 soldados haviam perecido.

As chamas impediam que as tropas se organizassem e os burons impiedosamente matavam todos a sua frente, não dando espaço ou tempo para uma reorganização. Flechas voaram e outra dezenas de soldados caíram mortos.

Os cavaleiros titãs de Vaarnas então entraram no conflito, mas já era tarde demais. Dois terços do exército já haviam sido destruídos, ou seja, vinte mil soldados haviam perdido a vida nas duas horas de conflito e o restante fugiu diante da fúria dos Burons.

Os cavaleiros titãs, temidas máquinas de guerra, lutaram e mataram diversos Burons, mas inevitavelmente acabaram sendo destruídos pela perícia inigualável dos guerreiros burons.

A cidade foi assim poupada e os atos de heroísmo dos guerreiros Burons transformaram-nos em lendas. Anos mais tarde, Lorde Vaarnas reconheceu o poder dos Burons e juntamente com outros Lordes assinaram tratados de paz.

Os anos de prosperidade e o heróis do buron renderam a eles duas cadeiras na Mesa de Prata e o cargo de conselheiros junto a vários Lordes e Barões.
Com o tempo, a autoridade e a influência dos Burons foram sendo sistematicamente minados pelos Arzuns, que buscavam não somente alcançar o poder, mas também destruir os Burons.

Durante anos, o confronto entre os Burons e os Arzuns passou de disputas diplomáticas para ações abertas, muitas decididas na Mesa de Prata. Com o crescimento do poder da Ordem de Arzuns e do aumento dos conflitos, os Burons perderam poder e ficaram restritos a reinos e algumas províncias.

Depois do grande cataclismo que destruiu o continente de Arcumes, a filosofia e o conhecimento dos Burons foram preservados pela raça Pantos, que passou aguardar em segredo tal conhecimento.

Hierarquia


As seis escolas de armas apesar de possuírem técnicas diferentes têm a mesma divisão hierárquica.
Esta hierarquia está dividida em níveis de treinamento totalizando vinte níveis no total, onde cada um dos níveis é diferenciado por uma cor.

Aprendiz (com branca) – 1º nível

Como é chamado o individuo que foi aceito para ingressar na escola de armas de Burons. Não é dotado de nenhum conhecimento de manejo de arma ou de luta desarmada.

Grande parte dos novos aprendizes é ainda muito jovem e durante anos serão mantidos longe das famílias e amigos até completar seus ensinamentos de combate. Nesta etapa do treinamento não existe a escolha de uma arma, sendo que terão ensinamento em todas.

O tempo de treinamento é de 1 anos e é feito dentro da cidade de Burons, na sede localizada no interior da cidade. O treinamento consiste em aperfeiçoar e fortalecer corpo e mente.

Novato – 2º ao 8º nível

Após ser considerado apto para seguir o treinamento, permanecerá 1 ano treinando em cada uma das seis técnicas. A ordem de treinamento da técnica fica a critério do aluno.

O estudo das técnicas permite tornar o aprendiz versado no uso de vários tipos de armas ou na falta destas. No oitavo ano de escola deve escolher qual técnica deseja se tornar especialista.

É durante o período como novato que o aluno mais troca de braçadeira, onde demonstra aos demais, principalmente aos professores o tempo dentro da escola. As cores são: Cinza para 2º nível, Azul para 3º nível, Amarelo para o 4º nível, Laranja para o 5º nível, Verde para o 6º nível, Roxo para o 7º nível e Marrom para o 8º nível.

O tempo de duração: 7 anos.

Acesso as Habilidades Burons

Após efetuar a escolha da técnica que deseja se tornar especialista irá aprofundar nas habilidades e terá acesso as técnicas mais importantes dos guerreiros desta ordem.

Há um total de cinco técnicas consagradas e que a cada ano a partir do nível de iniciante será possível escolher e/ou crescer dentro da técnica. É importante dizer que até se tornar mestre no 20º nível dentro da escola é possível acumular 12 pontos de técnica que são usados e 27 categorias de avanço.

Iniciante (NiSho)

Ao alcançar o nível de iniciante nas artes de combate Burons, este passa a usar uma braçadeira preta do 9º ao 13 º nível. Além da necessidade de um professor para conhecer as técnicas, ao final do 13º nível, deverá assumir o treinamento de um aluno ou ministrar aulas dentro da escola.

Enquanto ensina as técnicas para o mais novo, o Nisho não é considerado um professor e sim um assistente de professor.

O aluno torna-se sua responsabilidade e o avanço deste reflete no próprio desenvolvimento para a fase seguinte do seu avanço dentro da hierarquia dentro da escola.

O tempo de duração: mínimo de 5 anos.

Avançado (SiPo)

Com a passagem do aluno da braçadeira marrom para a preta, o Nisho (iniciante) consegue avançar seu nível para Sipo, ou braçadeira vermelha. O aluno considerado um Sipo é do nível 14º ao 18º.

Assim como anteriormente, este deve acumular pontos a cada ano ao passar para o nível seguinte e assim aperfeiçoando ou acessando uma das cinco habilidades dos Burons.

Para alcançar o nível de mestre duas são as possibilidades:

A primeira é vencer 5 oponentes de nível 18º, cada qual em uma técnica dos escolas de arma.

A segunda é ser conhecido por um grande feito de batalha atestado por testemunhas reconhecidas.

O tempo de duração: mínimo de 5 anos.

Mestre (Juku)

Se tornar um mestre (Juku) é considerado um feito gigantesco por si só. Somente ao alcançar este nível de conhecimento é possível desbloquear outras habilidades únicas dos Burons.

Um mestre pode se encontrar entre os níveis 19º ao 20º.

O tempo de duração: 2 anos.

Professor

Para se tornar um professor, o indivíduo deve possuir qualquer uma das cinco habilidades completas. Um Nisho que 13º nível pode se tornar um professor em uma técnica se conseguir completar todos os níveis daquela habilidade.

Shinnos

São os burons encarregados de caçar e prender assassinos , assim como Burons que se afastaram dos ensinamentos do colégio, tornando-os perigosos para a paz e a justiça nos reinos.

Eles respondem somente aos cinco mestres das escolas de armas Burons. Como caçadores estes vivem uma vida paralela, permanecendo disfarçados para atuarem melhor na sua atividade.

Cada escola tem seu grupo de Shinnos e que respondem primeiramente ao mestre da escola e depois ao conselho de mestres, mas somente em casos de vida e morte.

O Código


Mais que uma simples filosofia é um estilo de vida que marcou sua época. Os Burons eram guerreiros incríveis, mas também eram filósofos, poetas e artistas, pois para se tornar um guerreiro completo era necessário ser um ser completo.

O código de vida era baseado na contemplação, na meditação ena abnegação. Nada impedia que pudessem se casar, mas não poderiam ter posses edeve viver para a academia. Buscavam o auto-aperfeiçoamento em todas as suas atividades, das técnicas decombate as artes.

Muitos dos grandes estudos e estilos de arte partiram dacidade de Buron , sendo imitados por diversas cidades durante o ano. Foi tambémos Burons que aperfeiçoaram a técnica de metalurgia, aprimorando a confecção dearmas mais resistentes e afiadas.

O código de vida também exaltava o combate ao medo e resistira ele em todas as situações, assim como de encarar a morte com honra. A honra de um guerreiro é falada através de seus atos e não por suas palavras.

Habilidades para a Profissão Burons

Verbetes que fazem referência

A Era Dourada, As Grandes Conquistas, Cavaleiros Titãs, Geografia, Os Lordes da Guerra, Regras Extraoficiais

Verbetes relacionados

Pedras Elementais | Cavaleiros Titãs | Arzuns | Burons | Lorde Vaarnas | Lorde Escor | Lorde Fradis | Lorde Zara | Lorde Sajuna | Lorde Xi ar | Lorde Rájia